"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam". Clarice Lispector
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Abre o olho, Dunga!
Para o site do Terra
O simpático Dunga é o único dos sete anões de Branca de Neve que não fala.
O nem tão simpático Dunga, treinador da Seleção Brasileira, também não gosta muito de utilizar as palavras. E quando fala, diz pouco.
- A seleção da Copa não vai ter surpresas - anunciou há poucos dias, antecipando que no dia 11 de maio o Brasil conhecerá os nomes dos 23 jogadores que defenderão a Seleção na África, sem novos nomes.
Não importa que o Santos tenha montado uma das melhores equipes da era pós-Pelé, com craques como Neymar e Paulo Henrique Ganso. Não importa que grandes jogadores surgiram nos estaduais do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e de São Paulo. Dunga já tem sua lista. Tal qual o anão de Branca de Neve, ele se cala. Assim não precisa explicar como pode pensar em deixar no Brasil esses jovens talentos que decidem jogos.
Há 15 jogadores 100% confirmados na lista de Dunga. São eles:
1. Julio Cesar - Está em grande forma, é titular indiscutível - apesar da marra.
2. Maicon - O melhor ala do mundo, segredo do sucesso da Inter de Milão.
3. Daniel Alves - O segundo melhor ala do mundo. Seria titular em qualquer seleção, exceto onde joga Maicon.
4. Lúcio - Já não é o mesmo, mas ainda mete medo. Precisa cuidar das bolas nas costas.
5. Juan - Voltou bem de lesão e está muito bem na Roma.
6. Luisão - Não vem se destacando no Benfica, mas é da turma de Dunga.
7. Michel Bastos - Famoso pelo chute forte, mas muito fraco na cobertura. Não deixou saudade no Grêmio ou no Atlético Paranaense. No Lyon joga mais avançado, um prato cheio para os atacantes adversários.
8. Felipe Melo - Vem se alternando entre um lugar no banco da decadente Juventus e uma atuação ruim. Foi considerado pela imprensa italiana como a pior contratação da Juventus nos últimos 3 anos. No Brasil passou apagado por Flamengo, Cruzeiro e Grêmio. Uma arma secreta... para os adversários.
9. Gilberto Silva - Aos 33 anos, não está com a garra da Copa de 2002. Hoje é um jogador disciplinado no futebol grego, uma espécie de Série B da Europa.
10. Elano - Fracassou no futebol inglês e hoje tenta recomeçar no Galatasaray da Turquia, também Série B da Europa.
11. Kaká - Craque, indiscutível, uma das contratações mais caras da história do futebol mundial. Mas no Real Madrid não repete as ótimas temporadas do Milan. Está parado há 5 semanas, por lesão na coxa, e reclama de dores no púbis.
12. Luis Fabiano - Está em grande forma no Sevilha. É goleador.
13. Nilmar - É uma ótima opção para o ataque, um bom reserva, da confiança de Dunga.
14. Robinho - Titular do Santos e da Seleção. Não apresenta mais o futebol alegre de antes, mas é titular de Dunga.
15. Adriano - O imperador pode aprontar à vontade, errar pênalti em decisão, engordar 10 quilos, mas é certo na lista de Dunga.
Nas 8 vagas que sobram, duas são para o gol. Estão na briga:
* Victor - O melhor goleiro em atividade no Brasil. Estranhamente foi esquecido por Dunga nas últimas convocações.
* Doni - O preferido de Dunga é reserva do também brasileiro Júlio Sérgio na Roma. Fora de forma, seu último clube no Brasil - onde não foi bem - foi o Juventude.
* Gomes - O goleiro do Tottenham está em forma, mas sem qualquer destaque.
* Hélton - Andou tomando alguns frangos no Porto e já é contestado pela torcida.
Das 6 vagas para a linha, uma deverá ser para a ala esquerda, onde o veterano Gilberto (reserva no Cruzeiro) é favorito frente a Marcelo, do Real Madrid, e André Santos, do Fenerbahçe (Turquia). Se Dunga observou jogos dos três em 2010, vai André Santos.
Um lugar também é de um zagueiro. Thiago Silva é favoritaço, mas Dunga já experimentou Miranda por ali também. Thiago vem jogando muito bem no Milan, deve ser confirmado. Sobram 4 vagas e aí mora o grande problema. Dunga quer mais um ou dois volantes. Lucas, do Liverpool, é quem está em melhor fase. Mas Dunga morre de amores por Kleberson, reserva do Flamengo. Correm ainda Ramires, altos e baixos no Benfica, e Josué, que vem fazendo um discreto campeonato alemão pelo Wolfsburg.
Mais 2 lugares entre os 23. Dunga adora Júlio Baptista. Só que o ex-são-paulino é reserva na Roma. Não tem entrado. Está em sua pior fase no futebol europeu. Mesmo assim tem 99% de chance de estar no grupo. Ronaldinho Gaúcho, apesar de ser um dos melhores jogadores da história do Brasil, não tem vez com Dunga. Não adianta barbarizar no Milan. O treinador fechou as portas da Seleção para Gaúcho. Que pena. Ronaldinho poderia fazer a diferença.
Sobrou uma vaga. No ataque Dunga não confia em Pato. E não se encantou com Carlos Eduardo também.
Nas 22 posições preenchidas, falta quem faça a diferença. Falta o matador, o desequilíbrio.
Mas há uma posição aberta, quem sabe duas se Dunga entender que não é preciso levar dois alas pela esquerda, ou que quatro volantes quebradores de bola é exagero, ou mesmo avaliar que se há jogadores que hoje são reservas em suas equipes, o que farão na Seleção que pretende ser hexa?
Mas há luz no fim do túnel que liga o Brasil até a África do Sul. Alguém falou em Neymar e Paulo Henrique Ganso?
Abre o olho, Dunga. Na Seleção cheia de reservas e jogadores em maus momentos, é necessário ousar. Neymar e Ganso podem ser as surpresas, apesar de Dunga dizer que não haverá surpresas.
O argentino Messi está em seu melhor momento. A Argentina está melhorando jogo a jogo. Não há nada pior do que perder uma Copa para a Argentina. Tudo menos isso!
Abre o olho, Dunga!
Eduardo Tessler é jornalista e consultor de empresas de comunicação. Edita o blog Mídia Mundo
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Simpatia para tirar barriga
Você vai precisar:
- Uma vela branca
- Um copo d'água
- Uma imagem de Santo de sua devoção
- Uma fita métrica.
Meça com a fita métrica a sua barriga, faça uma marca na fita com uma caneta, antes de enrolar a mesma na imagem do Santo.
Coloque tudo isso entre seus pés e deite-se no chão de barriga para cima. Toque então o santo com a ponta dos dedos (da mão) ...os pés não devem se afastar do chão...
Diga bem alto: SANTO!!! ME TIRA ESSA BARRIGA!

Você vai ver: é tiro e queda!...
Recebi da Michelle
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Assim Caminha a Humanidade: CASO NARDONI
O excesso de publicidade em torno do caso desde o início, com ênfase nas provas técnicas coligidas pela polícia, os sentimentos arquetípicos envolvidos - morte de uma criança, pai e madrasta suspeitos e, logo depois, acusados - levou a um prejulgamento do processo.
Todos, ou quase todos, operadores do direito ou leigos - mesmo sem conhecer os autos - já tinham seu veredito: culpados do hediondo crime! E, por isso, odiados...
A revolta da sociedade, cansada da violência, da corrupção e da impunidade, a todos contaminou, exigindo-se uma punição exemplar.
Nos cinco dias que durou o júri, a tensão e a hostilidade atingiram níveis absurdos. Os familiares dos acusados eram vaiados quando adentravam ao Fórum, e seu advogado, além das vaias, quase foi agredido. Mesmo após o anúncio da sentença, comemorada com gritos e até fogos de artifícios, populares tentaram alcançar os camburões que conduziam os condenados ao seu destino. Outros, mais descontrolados, quiseram invadir o Fórum para agredir os familiares dos réus, tendo a Polícia Militar sido obrigada a lançar gás de pimenta para dissuadí-los...
E eu pergunto: nesse "clima de guerra", com a pressão da imprensa e da sociedade em patamar certamente inédito na recente história forense, havia condições para um julgamento justo e imparcial, como exige a lei, a moral, a garantia constitucional da presunção de inocência e o respeito à dignidade humana dos acusados? Acho que não.
Se os jurados optassem pela absolvição, como se garantiria a saída deles do Tribunal? Quais as represálias que sofreriam naquele momento e depois, como os familiares dos acusados que tiveram suas casas pichadas no dia seguinte?
Em outros países, como nos Estados Unidos, casos como este que mexem com o recôndito da alma, com os nossos sentimentos mais profundos e despertam paixões incontroláveis - correm em segredo de justiça, justamente para preservar e garantir a justeza e a imparcialidade do processo e, principalmente, do julgamento.
Entre nós, o Código de Processo Penal, em seu art. 20, caput, autoriza que a autoridade policial decrete o sigilo do inquérito quando "necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade". Na fase do processo criminal, o art. 155, caput, inciso I, do Código do Processo Civil, aplicável à ação penal por força da analogia permitida pelo art. 3º do Código de Processo Penal, prevê correrem "em segredo de justiça os processos... em que o exigir o interesse público".
Ora, manifesto é o interesse público e da sociedade em se garantir processos e julgamentos justos e imparciais.
No caso Nardoni, o sigilo do inquérito foi inicialmente decretado, mas, logo depois, desrespeitado. E, durante o transcorrer do processo, dele não mais se cogitou.
A inexistência de um processo justo e imparcial é o caminho mais fácil para o que, a meu ver, é a maior tragédia do processo penal: a possibilidade de um erro judiciário... Que eu, lamentavelmente, acredito ter ocorrido neste que é chamado "o julgamento da década".
Com efeito, como, senão sob forte emoção e pressão populares, aceitar a tese da acusação de que um pai - que não se provou nem se alegou ser louco - jogou pela janela uma filha viva? E isso para ocultar uma suposta tentativa de homicídio por parte da madrasta? Ou seja, consumar um homicídio para encobrir uma tentativa? Praticar o mais para esconder o menos?
Há uma máxima forense que diz que "o que não está nos autos não está no mundo". Quer dizer: as partes e o juiz só podem se basear nas provas que constam do processo. A realidade mostra, todavia, que, muitas vezes, acontece justamente o contrário: nem tudo que está no mundo está nos autos...
Uma hipótese muito suspeita não foi, no caso, investigada.
Refiro-me a um policial militar que, trabalhando em uma guarnição da região, foi a primeira pessoa estranha que, sem ter sido chamada, foi vista no prédio instantes após a queda da menina. Sua presença no local está documentada pela televisão. Meses depois, o referido policial militar foi alvo de uma investigação que apurava a prática de pedofilia por membros da corporação. Com autorização da Justiça Militar, interceptado seu telefone, descobriu-se que ele tentava conseguir um encontro com uma menina de cinco anos, a mesma idade de Isabella. Decretada sua prisão provisória, oficiais foram até seu apartamento para cumprí-la. O policial militar pediu para ir ao banheiro antes de acompanhá-los. Aí, entrou no banheiro, trancou-se e suicidou-se com um tiro... O fato foi noticiado pela imprensa.
Ao que sei, esse caso de pedofilia não foi, entretanto, levado aos autos, não tendo sido requisitada cópia de toda a investigação policial-militar realizada. O que talvez ainda possa ser feito na apelação, com a conversão do julgamento em diligência, ou em uma futura revisão criminal. Isso, se não for aceito o protesto por novo júri, que a meu ver deve aplicar-se a esse caso, por ser sua abolição posterior aos fatos e envolver direito material concernente à pena. É a ultratividade da lei penal ou mista (penal e processual penal) mais benéfica.
A grande maioria das pessoas, leigas ou não, considerou, contudo, as provas técnicas suficientes, o julgamento imparcial e a condenação justa. Diminuiu-se o sentimento de impunidade, aplacaram-se as consciências e silenciaram-se os sentimentos inconscientes. O casal voltou aos presídios em que estavam para cumprir suas penas, e eles e o caso tendem a, progressivamente, ser esquecidos.
Até que surja um novo episódio criminal a despertar as mesmas emoções e paixões coletivas, e o prejulgamento da mídia e sociedade, comprometendo o sagrado direito de todo acusado a um processo e a um julgamento justos e imparciais, afastando o perigo, sempre presente, de um erro judiciário.
E, entre risos e lágrimas, acertos e erros, mas sempre sem perder a esperança de que a justiça dos homens um dia se torne menos falha, assim caminha a humanidade...
Jornal Carta Forense, quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Felizmente, bons políticos há. O que ocorre é que não se acham muito em evidência nos últimos tempos. A imprensa auxilia a trazer à luz os possíveis ilícitos da autoria dos que exercem o cargo para servir-se dele.
Mas estes, convenhamos, não chegam a ser maioria. O trabalho silencioso e diligente dos muitos outros, que efetivamente prestam bom serviço ao interesse público, nem sempre chama a atenção.
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe que autores de ações populares e de ações por improbidade administrativa – promovidas estas últimas, na sua grande maioria, por membros do Ministério Público – possam ser responsabilizados se houver decisão afirmando que o ajuizamento teria sido temerário ou motivado pela promoção pessoal.
Não parece que o país necessite de tal dispositivo. O número de ações desta índole, que possam ter sido ajuizadas, unicamente, por interesse pessoal de seu autor, é praticamente nulo. No âmbito das ações por improbidade, os integrantes do MP só promovem ações desta natureza após rigorosos procedimentos. Quase sempre, a propositura vem precedida de um inquérito civil, no qual se conseguiu reunir evidências eloquentes do ato de improbidade. No mais, promover a ação judicial constitui o cumprimento de um dever para os membros do Ministério Público.
Assim como os bons políticos, também os membros do Ministério Público, em todo o país, desenvolvem um trabalho silencioso e diligente em prol da preservação do patrimônio público, da moralidade administrativa e dos imperativos princípios constitucionais, que, de modo geral, devem regular a atividade de todo o Estado: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
E é exatamente porque há muitos bons políticos, imbuídos de consciência cívica indiscutível, que não se crê mesmo na aprovação de projeto desta índole.
Associação Catarinense do Ministério Público
terça-feira, 23 de março de 2010
Recebi por email e me senti na OBRIGAÇÃO de repassar!
Adriana Vandoni Curvo é professora de economia, consultora, especialista em Administração Pública pela FGV/RJ.
Blog http://argumento.bigblogger.com.br/ .
PRESIDENTE, VÁ SE FODER!
por Adriana Vandoni Curvo
Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.
Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.
Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!
E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?
Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!
Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.
Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.
O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".
Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho Beira-Mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.
Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente, vá se foder!
Adriana Vandoni Curvo
E-mail: avandoni@uol.com.br
Blog: http://argumento.bigblogger.com.br/
Cuiabá / MT
Estou apaixonada é por esse seu jeito de me olhar como se enxergasse estrelas e, depois, ir chegando de mansinho até misturar nossas constelações.
Eu jamais me apaixonaria por você!
Estou, e isso é fato, apaixonada pela maneira como você me abraça pela cintura e me puxa para perto de você, afastando os caçadores que ainda teimam em me rodear.
Eu, me apaixonar por você?
Nunca! Eu sou apaixonada é pela sua boca, pela sua barba por fazer, pelo cheiro que fica em seu peito cada vez que nos aproximamos para repousar.
E você afunda a mão em meu cabelo e me beija a boca e me beija a nuca e me deixa louca até a respiração faltar.
Apaixonada por você… até parece.
Apaixonada eu sou é pela sua risada, pelas suas palavras, pelas suas plantas bagunçadas depois de eu tanto organizar.
Não estou apaixonada por você, nunquinha, mas por essa sua mania de fugir de mim por puro medo de também se apaixonar.
Do blog da Marjorie http://marjoriebier.wordpress.com
quinta-feira, 18 de março de 2010
(Delasnieve Daspet )
O problema mais crucial é a falta de tempo.
Falta-nos tempo.
Falta-nos tempo para os amigos.
Para a familia.
Para descansar.
Para nos divertirmos.
Até para sonhar, para amar,
Falta-nos tempo!
O corre-corre da vida
Nos deixa apreensivos e tensos.
São tantas as obrigacões
Que não sobra espaço para a gratuidade.
Para o encontro das coisas belas,
Para a grandiosidade da vida.
Não sobra dinheiro para nada.
Não podemos nem mais passear.
Ou comprar algo para os nossos familiares.
Nem tempo para agradecer, temos!
Tudo agora tem de ser medido.
Calculado.
Pesado.
Estamos perdidos!
Vivemos apreensivos com as coisas
Que nos cercam.
A nossa mente já não se organiza
Para corresponder a tantas solicitações.
Tamanha é a opressão!
E com falácias lamentamos
Não poder fazer nada pelos pobres,
Obras sociais, pelos doentes...
Os fins de semana não são suficiente para
Cuidarmos de nós, quem dirá dos outros!
Mas lembremos que tudo que dá paz e serenidade
Reside na gratuidade.
Se a tua alma for grande.
Se teus sentimentos forem nobres,
Se não desprezares teus semelhantes,
Estarás pleno!
Encontre apenas - um tempo em tua vida.
- Um espaço em teus sonhos -
Para o amor e a ternura,
Não te contentes com sobras.
==> É isso ai, estou sem tempo =\ <==
quarta-feira, 10 de março de 2010
Monica Buonfiglio
Assistimos diariamente uma infeliz sucessão de catástrofes e muitos perguntam: seria o fim do mundo de acordo com várias religiões? Uma realidade quase profética está deixando as pessoas atemorizadas. Os visionários buscam respostas através de cálculos que tentam traduzir as mensagens dos livros religiosos, mas compreender o que está ocorrendo não é um trabalho fácil.
A ciência explica que a Terra está caminhando para um alinhamento que levará a uma natural mudança no campo magnético terrestre.
Para os maias, o início do fim da nossa Era foi iniciado em 1999 e alcançará o ápice em 2012. Os cristãos falam da proximidade do dia do juízo final. Em 1555, Nostradamus, nas quadras de suas centúrias, descreveu a 3ª Guerra Mundial, onde presenciaríamos grandes calamidades: "chuva, sangue, leite, fome, ferro e peste; será visto fogo no céu e correr grande faísca".
Todas as previsões são unânimes em afirmar que os dias finais serão marcados por fenômenos espantosos como gigantescas ondas provocadas por tsunamis, desabamento de montanhas, erupções vulcânicas, incêndios e muitas vidas perdidas.
Das previsões mais conhecidas, as "Sete Profecias Maias" (4 a.C - 9 a.C) está sendo considerada uma das mais impactantes. O índio maia Chalam Balam criou um calendário com base nas contagens de ciclos conhecidos como katun (ou b'ak'tun), que se iniciou há mais de 5 mil anos, cujo término estaria marcado para 23 de dezembro de 2012. Os maias dedicavam especial atenção ao estudo do tempo e alguns fatos previstos já ocorreram, descritos na década de 80 e 90 por estudiosos que também traduziram as profecias, que transcrevo aqui de maneira reduzida:
1) No solstício de inverno, que ocorrerá em 23 de dezembro de 2012, cidades serão destruídas pela ação da natureza; os homens serão vistos em seu grande salão de espelhos no "tempo do não-tempo" onde todos serão juízes de si mesmos.
2) Um eclipse solar ocorrido em 11/8/1999 mudou a consciência planetária. A partir disso, existiriam dois caminhos a seguir: a tolerância ou o medo. Cada ser humano deverá fazer sua escolha. Também marca o início de intensos conflitos políticos .
3) O aumento da temperatura da Terra produzirá transformações geológicas e climáticas que afetará a fauna e flora.
4) A intensa atividade solar irá provocar alterações nos oceanos e o derretimento dos pólos.
5) Todo sistema baseado no medo passará por uma grande mudança; uma crise no sistema financeiro fará com que a sociedade seja reorganizada>
6) O aparecimento do cometa Ajenjo colocará a Terra em risco.
7) O início de uma Nova Era irá ocorrer devido a uma faixa vibracional emitida pela luz do centro da galáxia, concedendo aos seres humanos um novo tipo de comunicação sem limites.
A mitologia do povo celta (1.300 a.C) e as sibilinas romanas (6 a 4 a.C) já prediziam que nos finais dos tempos ocorreriam a mudança climática das estações, a decadência das classes sociais, a maldade e o relaxamento do costumes.
No Apocalipse (Revelação) de São João está escrito que reinará unicamente o fogo e a água. A besta subirá do abismo, guerreará, matará, triunfará (AP. 11.7) e desviará do bom caminho toda terra habitada (Ap. 12.9). Também trata do cometa Absinto e do Armagedom, ou seja, a batalha final onde Deus e seus soldados tentarão destruir o anticristo (Ap. 16.16; 20. 1-3, 7.10). As nações estarão unidas neste confronto final.
Para o islamismo, antes do fim dos tempos vários sinais poderão ser vistos, como o nascimento do Sol no poente, o som das trombetas e o aparecimento da besta. O Alcorão revela que o mundo não acabará, mas sofrerá grandes alterações.
A teosofia fundada por Helena Blavatsky revela que a etapa final dos tempos está associada aos novos valores espirituais adquiridos depois do sofrimento pela humanidade. A gnose entende como algo natural e que não se deve temer, pois tudo é uma manifestação da grande deusa ou Sophia, o aspecto feminino de Deus que está descontente com o que fazemos com a natureza. Este conceito é muito similar com o I Ching ou O Livro das Mutações, que pontuou uma grande alteração da consciência dos homens que ocorreria em novembro de 2012.
Os judeus não veem o fim com uma catástrofe, mas, sim, a vinda do Messias. Enquanto hinduístas e budistas referem-se a ação da deusa Kali, que destroi para reconstruir um novo ciclo.
O espiritismo explica que existe a necessidade de reconhecer que o progresso desmedido traz o sofrimento e as tragédias, cuja intenção é fazer com que os seres humanos corrijam erros e progridam mais depressa espiritualmente.
O que se nota é que a maioria das revelações proféticas atenta a um fato transformador em 2012: a Terra não terá um fim, mas o término do modo em que a vemos em todos os sentidos, onde o exercício da nossa liberdade pode influenciar novas alternativas. Quem sabe não seria o momento ideal para aproveitar melhor a vida e deixar de se preocupar tanto com a ideia de quando vamos morrer?
O que pode ser feito? Precisamos tomar cuidado para não sermos Cassandra e ver tudo de maneira negativa. A lenda conta que o deus Apolo se apaixonou por Cassandra, filha dos reis de Troia e, por isso, ensinou-lhe a arte da adivinhação. Porém, depois que recebeu este dom, desfez-se do deus. Irado por não ter cumprido sua parte no trato e sentindo-se rejeitado, Apolo cuspiu na boca de Cassandra e a amaldiçoou. A partir daquele momento, nenhuma pessoa acreditou nas previsões da bela mulher, embora fosse considerada como uma das melhores sacerdotisas que já teria existido. A partir daí, Cassandra passou a fazer suas previsões de maneira histérica, gritando, arrancando os cabelos e movimentando seu corpo de maneira desordenada, sem que ninguém acreditasse em uma única previsão. Por isso o dito popular lembra o mito com frases como esta: "fulana parecia Cassandra", quando alguém utiliza de previsões e diz apenas desgraças.
Ouvir nossa intuição também ajuda, pois é através dela que o anjo guardião consegue nos avisar de algo, porém é sabido que não se pode escapar quando se chega a hora. Todos que se foram nestas tragédias estavam preparados, já que a voz secreta já os havia informado, pois cumpriram suas missões.
Seria o fim do mundo? Nem mesmo as previsões podem dizer com certeza. É um desafio tentar descobrir o que irá acontecer. O certo é que esses acontecimentos fazem parte do grande mistério do universo.
Especial para Terra
segunda-feira, 1 de março de 2010
( Lilith - A temida e desejada )
Adão deitou-se sobre Lilith para fecundá-la e procriar. Ela recusou-se e disse:Se fui feita do mesmo pó, se sou igual a ti Adão, por que devo ficar por baixo? Em seguida, fugiu do paraíso e foi para o Mar Vermelho onde se tornou a noiva de Samael, o rei dos demônios. E assim surgiu o mito de Lilith. A lua negra, a vampira, a sereia...
Adão sentiu a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Com a fuga de Lilith, Deus então criou Eva da costela de Adão para ser sua mulher. A submissa, bela e dependente mulher idealizada por Deus para Adão. Eva era uma parte de Adão, portanto pertencia-lhe e devia-lhe obediência. A virgem, a pura, a santa...Eva é associada à figura da mulher obediente, submissa e dependente.(mas sonsa, na minha opinião)
A verdade é que a história de Lilith não existe na Bíblia. Surge apenas em livros da tradição cabalística... Os historiadores religiosos especulam que Lilith foi retirada do livro do Gênesis para tentar apagar essa imagem da mulher incorreta.
Seja Lilith, seja Eva, fica inegável a força feminina e seu poder de persuasão sobre os homens. Curioso é ver como é temida a mulher cujo perfil se aproxima do mito de Lilith. Temida e desejada. Eva, a submissa, representa o ideal masculino de mulher obediente, que cala e permite mas com seu encanto discreto seduz e corrompe, faz pecar. Basta olhar á vossa volta, elas "andam" aí!!
Talvez por isso nestes dois "mitos" vemos a culpa do sofrimento masculino associado à mulher. Coitado do homem que apenas quer cumprir seu papel de procriador, de forte, de senhor do mundo mas falha, erra e peca, por nossaculpa. Será que a mulher é assim tão forte? Tão poderosa? Será o homem tão fraco? Tão suscetível à influência feminina?
Prefiro acreditar que não existem fortes e fracos, culpados e inocentes, ou certos e errados. Se existe um pecado original, chegou a hora do perdão. Podemos até não voltar para o paraíso mas não precisamos fazer as nossas vidas um inferno.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
No programa do Amaury Jr.., a cantora e
ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.
Reclamando da inutilidade de programas como o Big
Brother, A Fazenda, etc, etc, etc ela deu a seguinte sugestão: colocar
todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma
casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo.
Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados.
Toda semana o público vota e elimina um.
No final do programa,
o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.
Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político,
a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.
Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do
valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisará
corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o
'fundo de campanha'
A idéia não é incrivelmente boa?
Se você também gostou,
Casa dos Políticos JÁ!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Apostadores gaúchos dizem ter acertado as seis dezenas da Mega-Sena de R$ 53 milhões
A Polícia Civil e a Caixa Econômica Federal investigam o caso de 40 apostadores de Novo Hamburgo que dizem ter acertado as seis dezenas do concurso nº 1.155 da Mega-Sena, num bolão feito na lotérica Esquina da Sorte, que acabou não sendo registrado. Cada apostador teria direito a aproximadamente R$ 1,3 milhão.
Os números sorteados foram 20, 28, 40, 41, 51 e 58.
A Caixa informou ontem (22) que suspendeu temporariamente os serviços da lotérica. Segundo a CEF, a suspensão impede que serviços bancários e apostas relacionadas a loterias sejam feitos no local. A reclamação parte de um grupo de pessoas que alega ter ganho o prêmio de R$ 53 milhões da Mega Sena, sorteado no sábado.
Eles dizem que num dos jogos feitos na lotérica há os mesmos seis números sorteados pela Caixa no sábado. Segundo a Caixa Econômica Federal, porém, não houve acertadores na faixa principal e o prêmio acumulou.
A polícia já abriu inquérito e trabalha com a hipótese de estelionato. Todos os envolvidos começam hoje a ser ouvidos. A versão apresentada pelo advogado de defesa do proprietário da lotérica pode mudar o rumo das investigações. É que - segundo ele - as cartelas com as combinações numéricas para as apostas nos bolões são compradas prontas de gráficas.
Ouvido pelo jornal O Globo, o advogado da lotérica, Marcelo Dias, diz que "a casa lotérica fica responsável pela venda e registro no sistema da Caixa Federal e é justamente aí que pode ter ocorrido o erro". Ele sustenta que "não houve má fé, mas teve erro de má digitação ou erro da gráfica".
O escritório de Advocacia Luciano e Peixoto Advogados, procurado por 17 dos 40 apostadores, tentará hoje (23) , na Justiça Federal, bloquear o prêmio da Mega-Sena.
Os apostadores - supostos ganhadores - têm como comprovação do jogo apenas um impresso fornecido pela lotérica com os números supostamente apostados no estabelecimento. A Caixa, porém, só aceita o comprovante emitido pelo terminal de apostas como documento para recebimento de prêmios. Até agora, ninguém apresentou este comprovante - que deveria estar guardado no cofre da lotérica.
A CEF diz que, oficialmente, não houve acertadores. Segundo o gerente da lotérica, Éderson da Silva, "o comprovante original da aposta está num cofre, que ainda não foi aberto porque o dono do estabelecimento ainda não esteve no local". Ainda de acordo com o gerente, o proprietário participou nesta segunda-feira de uma reunião com representantes da Caixa no Rio Grande do Sul.
O delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, Clóvis Nei da Silva, pretende ouvir nesta semana as vítimas, além de representantes da Caixa e da lotérica. O bolão feito tinha um jogo com oito números, quatro com sete números e outras dez apostas tinham seis dezenas. O caso pode ser deslocado para a competência da Polícia Federal.
A CEF divulgou ontem uma nota sobre o caso: "a Caixa Econômica Federal esclarece que o comprovante emitido pelo terminal de apostas é o único documento que habilita o recebimento de prêmios. A ocorrência será objeto de apuração e caso se confirme a existência de irregularidade será aplicada a penalidade prevista nas normas internas, que podem ir de uma simples advertência até a revogação compulsória da permissão, de acordo com a gravidade do fato".
A CEF em nenhum momento trata de um detalhe real: historicamente, dentro das lotéricas, os apostadores são convidados - e até assediados - a participar dos bolões (maior número de apostas, pagando menos) num contexto que tem a aparência de que o sistema é chancelado pela instituição governamental.
A polícia de Novo Hamburgo trabalha com a hipótese de que o dinheiro é arrecadado e que os jogos - ou parte deles - não são feitos, ficando o lucro (e não apenas a comissão) para o dono do estabelecimento comercial. A Caixa Federal nunca teria fiscalizado isso.
Fonte: Espaço Vital ( http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=17363 )
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

1. Por que se deve cursar Direito?
Primeiramente, porque o Direito constitui uma das ciências humanas mais interessantes e vastas, lidando com conteúdos da Filosofia, da Ciência Política, da Sociologia, da História, das Artes e da Literatura. Cursar Direito significa, no mínimo, expandir os horizontes culturais. O Direito oferece a seus cultores uma formação humanística rigorosa, disponibilizando-lhes conhecimentos básicos sobre o mundo em que vivemos. Tudo que nos rodeia possui algum sentido jurídico, e fica bem mais fácil lidar com algumas situações cotidianas se entendermos como se inserem na tessitura jurídico-normativa.
Outro bom motivo para o estudo do Direito radica-se na possibilidade de realização pessoal para quem pretende representar o papel de agente de mudanças e de transformações sociais. A estrutura político-social está impregnada de normas jurídicas. Para interagir com tal arcabouço parece-me essencial um conhecimento jurídico sólido e profundo, que somente pode ser adquirido em um curso superior de Direito. Estudar o Direito de maneira séria e consciente equivale a um ato de cidadania. Um bom curso de Graduação em Direito deve ter em mira formar cidadãos completos e conscientes, que, obviamente, poderão ser advogados, juízes, promotores de justiça etc., mas que em primeiro plano serão pessoas interessadas nos destinos da sociedade que integram.
Há quem se dedique romanticamente ao curso de Graduação em Direito com o objetivo utópico de mudar o mundo de uma vez para sempre, ou, em casos mais modestos, resolver problemas jurídicos pessoais, levando a sério a máxima da sabedoria popular segundo a qual “se você quer algo bem feito, faça você mesmo”. Em minha experiência como professor, conheci alguns alunos que resolveram se formar em Direito apenas para entender processos judiciais em que estão envolvidos há anos e que lhes parecem sumamente irracionais e injustos. Sem dúvida, trata-se de uma boa motivação inicial, mas com o tempo ela quase sempre deixa de existir. Lembremo-nos que o curso de Graduação em Direito dura normalmente cinco anos... É preciso que você se questione: quero compreender o Direito apenas para lidar com os meus próprios problemas? Se a resposta for positiva, penso que a consulta a um advogado competente é suficiente, não sendo necessário o recurso extremo da Graduação em Direito. Todavia, os esclarecimentos oferecidos por um advogado honesto podem aumentar o sentimento de revolta do seu cliente, pois devido ao nonsense e ao absurdo kafkiano imperantes em nosso sistema jurídico, várias situações conflitivas não contam com soluções jurídicas satisfatórias.
Quanto àqueles poucos idealistas que vêem no Direito um instrumento para a reforma total e incondicional da sociedade, parece-me prudente que redirecionem as suas prioridades e os seus ideais. Um homem sozinho não muda o mundo, e se a sua busca é a de justiça absoluta, está fadada ao fracasso. Aspirações nobres costumam ser potentes combustíveis no início do curso de Graduação em Direito; mas, se não são redimensionadas, no decorrer do curso levam invariavelmente a um misto de frustração e de sentimento de impotência, já que ninguém, por melhor que seja, modifica estruturas político-sociais complexas apenas armado de boa vontade. Podemos fazer a diferença, sem dúvida. Cada homem é necessário para a história do mundo. Não prego o ceticismo e a indiferença, mas um realismo transformador efetivo e conseqüente. Devemos ter consciência da nossa pequenez diante da multiplicidade do real. Se, com o Direito, conseguirmos melhorar um pouquinho o mundo, já teremos realizado um grande feito. Além disso, ainda que possamos semear grandes melhorias, são quase sempre os nossos filhos ou netos que colherão os frutos maduros. Lutar contra a indiferença e o alheamento constitui, para mim, o verdadeiro ato de heroísmo dos dias de hoje. Não se resignar diante da injustiça, eis o maior dos desafios para o homem do Direito. Aliás, resignar-se, disse Honoré de Balzac (1799-1850), equivale a um suicídio cotidiano. Dedicar-se ao Direito e à justiça não significa necessariamente bater-se por grandes propósitos, mas, como quer William Shakespeare (1564-1616), achar motivo para briga em uma palha se a honra está em jogo. O devoto do verdadeiro Direito – e não das versões espúrias que transitam por este país – precisa estar sempre pronto a responder positivamente à questão fatal proposta por Rudyard Kipling (1865-1936) em seu conhecido poema “If” (“Se”), abaixo apresentado na magistral tradução de Guilherme de Almeida (1890-1969):
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais – tu serás um homem, ó meu filho!
2. Por que não se deve cursar Direito?
A resposta a esta questão parece-me bem mais complexa e interessante do que à anterior, já que expõe alguns mitos relacionados à escolha do curso de Direito feita pelos estudantes. Muitas pessoas que consideram a possibilidade de se dedicar a um curso de Graduação em Direito têm em vista o status social e os altos ganhos que, supostamente, as carreiras jurídicas oferecem. Aqueles que pensam assim deveriam ler com atenção a reportagem de capa da revista “Carta Capital” de novembro de 2005 (ano XII, nº 370), onde se alude ao inchaço do mercado e à situação de virtual desemprego da maioria dos egressos das centenas de cursos de Graduação em Direito existentes no país. Ao lermos o dito texto – intitulado “Os campeões do diploma” e destacado na capa com a chamada em letras garrafais “Universidade: A miséria usa beca” – ficamos estarrecidos ao saber que Direito e Administração são os cursos mais procurados pelas pessoas, abocanhando, sozinhos, 30% do mercado brasileiro de cursos superiores. Entretanto, tornar-se Bacharel em Direito não equivale a garantia de emprego, muito menos de poupudos salários. Vejamos os dados: “O desemprego entre formados em cursos de direito, cujo número quadruplicou na última década, é alto no País.
Segundo o Observatório Universitário, do total de 665.409 bacharéis registrados pelo Censo 2000 do IBGE, 25% não estavam trabalhando na semana de referência da pesquisa. E, entre os ocupados, apenas 51,3% trabalhavam na área jurídica. Dos que atuavam em outros ramos, muitos exerciam atividades que exigem qualificação inferior, como as de técnico de nível médio (26%), trabalhadores de serviços administrativos (15%) e serviços e vendedores do comércio (8%)” (p. 13).Segundo reportagem do Portal Aprendiz, no dia 04 de agosto de 2006 existiam no Brasil exatamente 1003 cursos de Graduação em Direito funcionando, conforme levantamento da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB. Estima-se que a cada ano 120 mil alunos se formam em Direito no Brasil, sendo que só em 2004 foram matriculados 533 mil estudantes em cursos de Direito brasileiros. O Estado de São Paulo possui atualmente 222 cursos de Graduação em Direito, mais do que todas as escolas de Direito dos Estados Unidos da América, em número de 205. Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking brasileiro, com 125 cursos de Graduação em Direito. Ao lado da Bahia, Minas Gerais é o Estado que apresenta maior índice de crescimento no que se relaciona à abertura de cursos jurídicos. Por fim, frise-se que atualmente o Brasil conta com cerca de 517 mil advogados inscritos nos quadros da OAB, apesar da reprovação no Exame de Ordem girar em torno de 70%, chegando a 90% em São Paulo.
Hoje a conclusão de um curso de Graduação em Direito não significa nada em termos de perspectivas para o futuro. Já não estamos no séc. XIX, quando o número de bacharéis ainda era relativamente pequeno no Brasil, razão pela qual a profissão de advogado era bastante elitizada. E mesmo naquela época já era popular a quadrinha: “Quando Deus voltou ao mundo,/ Para punir os infiéis,/ Ao Egito deu gafanhotos,/ Ao Brasil deu bacharéis”. Nos dias atuais, além dos quase 700 mil bacharéis registrados, existem em nosso país cerca de um milhão de estudantes de Direito matriculados em cursos de Graduação públicos ou privados. Agora, o Bacharel em Direito que quiser fazer jus aos altos salários oferecidos por certas carreiras jurídicas – notadamente as do Poder Judiciário e do Ministério Público – deverá se submeter a concursos cada vez mais exigentes e seletivos. Ele não poderá sequer advogar, caso não obtenha sucesso no Exame de Ordem, que em 2005 aprovou em São Paulo apenas 7,16% dos candidatos inscritos (p. 14). Tal significa que o nível de exigência para a ascensão social e financeira está cada vez mais alto, reflexo da explosão de cursos de Direito no Brasil, a maioria sem a mínima possibilidade de formar verdadeiros bacharéis.
Por outro lado, mesmo aqueles que conseguem ser aprovados nos predatórios concursos públicos devem estar cientes de que preocupações exclusivamente financeiras e de status social são sinônimos de frustração pessoal e de uma vida vazia. Se não fazemos o que gostamos, somos menos do que fantasmas repetindo diariamente rituais sem sentido. Diz-se que o trabalho dá sentido à vida humana e, obviamente, remuneração digna constitui requisito importante para a escolha de qualquer profissão. Contudo, transformar a recompensa pelo trabalho em motivo para o trabalho é apostar na depressão, na frustração e em constantes visitas ao psicanalista, quiçá ao psiquiatra. Há muitos modos de se ganhar dinheiro, se tal corresponde ao seu principal objetivo. E a formação de nível superior, especialmente em Direito, não é um deles. Os cursos de Graduação em Direito são onerosos (espiritual e economicamente), seus resultados incertos e, na maioria das vezes, incapazes de, por si mesmos, mudarem a vida de alguém que não se tenha decidido internamente a fazê-lo. Não há passes de mágica e nem soluções fantásticas. O Direito não constitui panacéia para todos os males, e mesmo que você goste do curso – o que já representa um ótimo começo –, se você não se dedicar a ele com seriedade e rigor – e isso implica abrir mão de muitas coisas –, certamente irá fracassar, engrossando as estatísticas de bacharéis que não atuam na seara jurídica.
Assim, altos salários e posição social não são bons motivos para se graduar em Direito. Do mesmo modo, ter parentes na área jurídica também me parece irrelevante. Aliás, falando em pais e filhos, há um considerável número de jovens cursando a Graduação em Direito não por opção própria, mas para agradar aos seus genitores, que inclusive costumam recompensá-los com os mais diversos bens, em paga à obediência dos mesmos. Tal prática parece-me odiosa porque, a um só tempo, anula a liberdade do indivíduo e o acostuma a um ambiente em que corrupção e suborno são vistos como normais. Evidentemente, a escolha – ou mesmo a imposição – dos pais não se apresenta como razão adequada para se cursar Direito, e isso por motivos óbvios: somente o próprio indivíduo é dono do seu destino. Por mais que esta verdade possa gerar desavenças familiares, deve ser compreendida tanto por pais quanto por filhos, especialmente por aqueles que se negam a crescer e delegam com prazer todas as decisões sobre as suas vidas aos pais. A opção por certo curso superior envolve um exercício de liberdade e de maturidade, não devendo ser realizada por terceiros, ainda que bem intencionados, sob pena de geração de frustrações e de problemas bastante sérios em médio e longo prazo.
Fonte: http://promotordejustica.blogspot.com/2007/06/opo-pelo-curso-de-graduao-em-direito.html
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Vocês aqui de Juiz de Fora, homens, mulheres, as crianças…”, disse Dilma Rousseff em Governador Valadares, onde discursava.
Foi corrigida aos gritos pela multidão, mas demorou a compreender que promovera uma alteração no mapa do Brasil que nem o PAC conseguiria produzir. Ao entender o que fizera, culpou o suspeito ao lado. “O reitor me passou errado”, acusou.Uma coisa que aprendi cedo em minha vida é que para se liderar pessoas e ser ético, honesto, honrado e tratar as pessoas com dignidade, devemos sempre assumir a responsabilidade por nossos erros e a de nossos subordinados. Quem não sabe tomar esta atitude não serve para liderar muito menos para ser um pai ou uma mãe exemplar.
A Sinistra errou o nome da cidade. Imperdoável durante uma campanha eleitoral. Mas mais digno seria se desculpar.
Mas mãe do PAC (Prepotência, Arrogância e Corrupção), é tão arrogante que não consegue assumir seus erros. Tem logo de culpar alguém como se ela fosse infalível.
É a mesma atitude do ventríloquo, Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca sabe de nada e os erros são sempre dos aloprados ou de traidores que ele nem sabe o nome.
É este tipo de pessoa sem caráter e sem dignidade que quer governar o Brasil!
Fonte: http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Mesmo uma das Justiças mais rápidas do país, a de Rondônia, enfrenta atrasos de 30% na tramitação de processos, em relação aos prazos previstos na lei. Em três dos últimos cinco anos, o Estado teve a menor taxa de congestionamento do Brasil -um índice do Conselho Nacional de Justiça para aferir a velocidade do Judiciário.Uma pesquisa inédita realizada no Mestrado Profissional em Poder Judiciário da FGV-RJ, da juíza Rosimeire Pereira de Souza, analisou processos do Estado de Rondônia. A juíza comparou os prazos de execução de cada ato processual com os prazos legais estipulados.O resultado foi que, dentre os processos de primeiro grau (sem recursos para a segunda instância ou nas instâncias superiores), a duração média foi de 758 dias- pouco mais de 2 anos. Para respeitar integralmente os prazos legais estipulados, o tempo máximo deveria ter sido de 578 dias. Isso significa que, em média, houve lentidão de 31% além do prazo legal.
Um exemplo: nos juizados especiais cíveis (pequenas causas), a primeira audiência tem de ocorrer até 30 dias após o início do processo. Na prática, o prazo vira letra morta, sem punições para o descumprimento.
Os maiores responsáveis pela lentidão em Rondônia foram servidores (32,6% da lentidão) e o gabinete do juiz (21,9%). Juntos respondem por 54,5% do excesso de prazo.Lentidão em todo o país.
Apesar de ainda não haver dados detalhados de outros Estados para comparar com Rondônia, os pesquisadores da FGV utilizam a chamada taxa de congestionamento dos tribunais para fazer comparações.
Segundo a juíza Rosimeire, o objetivo da pesquisa é testar metodologias para apurar a lentidão e realizar estudos semelhantes no resto do país. A partir das medidas, especialistas querem propor alternativas para acelerar a Justiça do país."Mesmo quem melhor está atrasa 30% em relação ao que a lei manda", diz Joaquim Falcão, diretor da Escola de Direito da FGV-RJ e ex-membro do Conselho Nacional de Justiça.
O tema da velocidade da Justiça brasileira ressurgiu na semana passada, após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, dizer que a morosidade do Judiciário é um "mito" e que a lentidão apontada pelos críticos é "pontual e concentrada". Entidades de juízes, promotores, advogados e especialistas em direito discordaram da afirmação.
CongestionamentoOs dados mais recentes da taxa de congestionamento mostram que, em 2008, os três melhores Estados em primeiro grau foram Piauí (18,8%), Amapá (23,3%) e Rondônia (28,7%).Um tribunal com congestionamento 0% julga todos os processos - novos ou antigos- no mesmo ano. Congestionamento 100% significa que o tribunal não julgou nenhum caso.Os piores são Pernambuco (91,7%), Bahia (88,5%), Amazonas (87,3%), Alagoas (85,7%) e São Paulo (84%). Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, respectivamente, 69,6% e 73,2%.
"Se Rondônia, que tem uma das menores taxas de congestionamento do país tem uma duração média, para o primeiro grau apenas, de pouco mais de dois anos, podemos concluir que nos demais Estados, com quase três vezes mais congestionamento, a duração pode ser proporcionalmente maior", afirma Pablo de Camargo Cerdeira, advogado e professor Escola de Direito da FGV-RJ.
Fonte: Folha de São Paulo
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Guarda compartilhada impede mudança de crianças para os EUA
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou medida cautelar em que a mãe de três crianças buscava o direito de se mudar com os filhos menores, temporariamente, para os Estados Unidos. O caso foi relatado pela ministra Nancy Andrighi e a decisão foi unânime.
De acordo com o processo, os pais exercem a guarda compartilhada dos filhos desde a separação do casal, mas, como residem em cidades distintas, a guarda efetiva vem sendo exercida pela mãe. Ela diz ter sido contemplada com uma vaga para mestrado em uma universidade norte-americana e que a mudança seria pelo período aproximado de um ano. Como o pai não autorizou a viagem, iniciou-se a disputa judicial para suprimento do consentimento paterno.
A mãe mantém um relacionamento estável com um homem que já está morando nos Estados Unidos e de quem está grávida. Ela alega que a mudança temporária de domicílio seria uma fonte de enriquecimento cultural para as crianças, que passariam a viver em local com alto nível de qualidade de vida e teriam a oportunidade de aprender dois novos idiomais: inglês e espanhol. Já o pai sustenta que a mudança implicaria o completo afastamento entre pai e filhos, rompimento abrupto no convívio com familiares e amigos, além de prejuízo escolar com perda do ano letivo.
Em primeiro grau, o juiz negou o pedido da mãe. O tribunal local negou a apelação por maioria de votos. Foram apresentados recurso especial e medida cautelar ao STJ. No início do julgamento, a ministra Nancy Andrighi, ressaltou que se tratava de um dos processos considerados "dolorosos". Os autos trazem laudos psicológicos que comprovam os profundos danos emocionais sofridos pelas crianças em razão da disputa entre os pais.
A relatora negou a medida cautelar por entender que os requisitos para sua concessão não estavam presentes. Segundo ela, não houve demonstração de violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, e não há perigo de dano, se não para a mãe das crianças no que se refere ao curso de mestrado.
Nancy Andrighi afirmou que, em momento oportuno e com mais maturidade, os menores poderão usufruir experiências culturalmente enriquecedoras sem o desgaste emocional de serem obrigados a optar entre dois seres que amam de forma igual e incondicional.
A ministra frisou que a decisão ocorreu em sede cautelar e que é passível de revisão na análise mais aprofundada do recurso especial. Ao acompanhar o entendimento da relatora, o presidente da Terceira Turma, ministro Sidnei Beneti, ressaltou que a guarda compartilhada não é apenas um modismo, mas sim um instrumento sério que não pode ser revisto em medida cautelar. "Quem assume esse instituto forte tem que ter uma preparação maior para privar o outro do convívio com os filhos".
A ministra Nancy Andrighi assinalou, ainda, que "não é aconselhável que sejam as crianças privadas, nesse momento de vida, do convívio paterno, fundamental para um equilibrado desenvolvimento de sua identidade pessoal" e que "também não se recomenda que os filhos sejam afastados do convívio materno, o que geraria inequívoco prejuízo de ordem psíquico-emocional". Para ela, "o ideal seria que os genitores, ambos profundamente preocupados com o melhor interesse de seus filhos, compusessem também seus interesses individuais em conformidade com o bem comum da prole".
Jornal Carta Forense, quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Autor: Carta Forense
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Em março acontece a II Jornada Catarinense da Mulher Advogada
Devido ao sucesso obtido na 1ª Jornada Catarinense da Mulher Advogada, realizada no Balneário Camboriú, em março de 2009, o presidente da OAB/SC, Paulo Borba, sensível à necessidade de implementar políticas de inclusão da mulher advogada nas esferas da administração da entidade, além de discutir questões inerentes ao exercício profissional e os desafios da profissão no Século XXI, especialmente na busca de superação de preconceitos e discriminação social, incluiu o evento na agenda oficial da entidade, e solicitou à Comissão da Mulher Advogada da OAB/SC, que programasse a II Jornada, que terá como tema central: Desafios da Igualdade de Gênero no Século XXI.
Temas abordados: As conquistas da mulher na advocacia; Princípio da dignidade; Conjugalidade homoafetiva; Competências do Conselho Nacional de Justiça – CNJ; Planejamento familiar; Stress e depressão; O aborto: benefícios e conseqüências de sua legalização.
Palestrantes Convidados
Nilcéia Freire - Secretaria Nacional de Políticas Públicas Para Mulheres
Elídia Tridapalli - Secretária Geral Adjunta da OAB/SC
Joana Maria Pedro - UFSC
Evangelia Kotzias Atherino dos Santos - UFSC
Jefferson Luis Kravchychyn - CNJ
Rodrigo da Cunha Pereira - IBEDEFAM
Clair Castilhos - UFSC
Samantha Buglione - UFSC
Maria Berenice Dias - Advogada RS
Marisa Assunta - Médica - FLN
A OAB/SC convida e espera que as advogadas(o) atendam ao convite, prestigiando o evento, com sua efetiva participação, onde a programação iniciará dia 04/03 às 9hs com a abertura oficial, havendo atividades durante todo dia. A programação está sendo carinhosamente preparada para receber advogadas e advogados que desejam cada vez mais lutar pela superação das diferenças profissionais em razão do gênero. A expectativa é de que o evento seja o marco na história de lutas pela igualdade da mulher na advocacia
Inscrições pelo site da OAB/SC: mulheradvogada@oab-sc.org.br
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Oscar 2010: "Avatar" e "Guerra ao Terror" lideram indicações
RIO DE JANEIRO - Sem nenhuma novidade, foram apresentados nesta terça-feira (2), em Los Angeles, os indicados ao Oscar 2010. "Avatar", como era de se esperar, concorre nas principais categorias e deve faturar a estatueta de Melhor Filme do ano. O filme de James Cameron recebeu nove indicações, se tornando concorrente direto de “Guerra ao Terror”, que também aparece em nove categorias.
A grande novidade este ano é o número de indicados na categoria principal, de Melhor Filme: são 10 produções, ao invés e cinco. “Guerra ao Terror”, de Kathryn Bigelow, ex-esposa de James Cameron é também considerado forte concorrente, assim como “Amor Sem Escalas”, que traz George Clooney no elenco.
Na lista de Melhor Atriz, Meryl Streep, claro, ganhou um lugar por “Julie & Julia”. Mas críticos de cinema acreditam que a grande vencedora será Sandra Bullock, que já faturou o Globo de Ouro por “O Lado Cego”. Sobre a lista de Melhor Ator, a estatueta é disputada por Jeff Bridges, Morgan Freeman, George Clooney, Colin Firth e Jeremy Renner.
A atriz Anne Hathaway e Tom Sherak, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, foram os responsáveis por apresentar os indicados. A festa de entrega dos prêmios está marcada para 7 de março.
Confira a lista das principais categorias abaixo:
Melhor Filme
"Avatar", de James Cameron
"O Lado Cego", de John Lee Hancock
"Distrito 9", de Neill Blomkamp
"Educação", de Lone Scherfig
"Guerra ao Terror", de Kathryn Bigleow
"Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino
"Preciosa - Uma História de Esperança", de Lee Daniels
"Um Homem Sério", de Ethan e Joel Coen
"Up – Altas Aventuras", de Pete Docter e Bob Peterson
"Amor Sem Escalas", de Jason Reitman
Melhor Direção
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa - Uma História de Esperança”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Melhor Ator
Jeff Bridges, “Coração Louco”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A Single Man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao Terror"
Melhor atriz
Sandra Bullock, “O Lado Cego”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa - Uma História de Esperança”
Meryl Streep, “Julie & Julia"
Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The Messenger”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”
Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas”
Maggie Myllenhaal, “Coração Louco”
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas”
Mo’Nique, “Preciosa - Uma História de Esperança”
Melhor Animação
“Coraline”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“O Segredo de Kells”
“Up – Altas Aventuras”
Melhor Direção de Arte
Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair ("Avatar")
Dave Warren, Anastasia Masaro, Caroline Smith ("O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus")
John Myhre, Gordon Sim ("Nine")
Sarah Greenwood, Katie Spencer ("Sherlock Holmes")
Patrice Vermette, Maggie Gray ("The Young Victoria")
Melhor Fotografia
Mauro Fiore ("Avatar")
Bruno Delbonnel ("Harry Potter e o Enigma do Príncipe")
Barry Ackroyd ("Guerra ao Terror")
Robert Richardson ("Bastardos Inglórios")
Christian Berger ("A Fita Branca")
Melhor Figurino
Janet Patterson ("Bright Star")
Catherine Leterrier ("Coco Antes de Chanel")
Monique Prudhomme ("O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus")
Colleen Atwood ("Nine")
Sandy Powell ("The Young Victoria")
Melhor Documentário de Curta-metragem
"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province", de Jon Alpert e Matthew O'Neill
"The Last Campaign of Governor Booth Gardner", de Daniel Junge e Henry Ansbacher
"The Last Truck: Closing of a GM Plant", de Steven Bognar e Julia Reichert
"Music by Prudence", de Roger Ross Williams e Elinor Burkett
"Rabbit à la Berlin", de Bartek Konopka e Anna Wydr
Melhor Filme Estrangeiro
"O Segredo dos Seus Olhos", de Juan Jose Campanella (Argentina)
"Un Prophète", de Jacques Audiard (França)
"A Fita Branca", de Michael Haneke (Alemanha)
"Ajami", de Scandar Copti e Yaron Shani (Israel)
"A Teta Assustada", de Claudia Llosa (Peru)
Melhor Roteiro Original
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"The Messenger"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"
Melhor Roteiro Adaptado
"Distrito 9"
"Educação"
"In the Loop"
"Preciosa – Uma História de Esperança"
"Amor sem Escalas"
Melhor Canção Original
"Almost There", de "A Princesa e o Sapo"
"Down in New Orleans", de "A Princesa e o Sapo"
"Loin de Paname", de "Paris 36"
"Take It All", de "Nine"
"The Weary Kind", de "Crazy Heart"
Melhor Trilha Sonora
"Avatar"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Guerra ao Terror"
"Sherlock Holmes"
"Up - Altas Aventuras
Fonte: MSN Entretenimento
